quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Escolhendo meus donos

Olá! Esta é a primeira vez que escrevo neste blog. Vou começar a contar um pouco da minha vida, pelo menos do que lembro. Eu deveria ter começado a escrever ontem ou antes de ontem, mas estava reconhecendo o ambiente da casa nova e não queria chegar já pedindo para usar o computador, achei que seria muito abusado. Agora já não ligo mais para isso, já me sinto bem à vontade. Bem à vontade mesmo!
Bom, vou começar contando como cheguei aqui. Ontem, ou antes de ontem (não lembro bem, não sou bom para lembrar as coisas), eu estava com meus amigos e irmãos num lugar cheio de outros amigos, mas estávamos separados em vários espaços. Eu vi que se aproximou um casal, que foi passando e olhando todo mundo. Logo em seguida eles entraram em uma porta e demoraram para sair. Quando saíram, passaram de novo olhando, e a mulher ficou brincando com um amigo meu, que ficava ao meu lado. Mas logo foram embora.
Não deu muito tempo, ela voltou. Eu já estava sendo preparado para voltar para minha casa, meu passeio tinha terminado. Logo depois ele chegou, e eles falavam que queriam um tal de "ioquichaire", e queriam pegar um amiguinho.
Foi aí que percebi que este casal queria adotar um de nós, dar uma casa, dar carinho, tornar membro da família. Então eu não fui bobo! Pulei por cima dos outros e comecei a brincar com a mulher, que logo desistiu do tal do ioquichaire e me pegou. Disse que era eu que ela queria! Deu certo minha estratégia!
Ficaram um tempão comigo vendo uns papéis, e disseram que iriam me levar para uma tal veterinária ver. Achei esquisito este nome, mas estes humanos tem cada nome, não vou nem comentar. A tal veterinária até que era uma moça carinhosa e cuidadosa, mas me deu uma vergonha...  ficou olhando cada pedacinho meu! Depois me colocou numa mesa e pediu para minha amiga segurar. Esta amiga que cuidava de mim e dos meus irmãos. Assim que ela segurou minha cabeça, a vet (mais fácil chamar assim) passou um negócio molhado perto da minha nuca. Era uma coisa geladinha, estava até que gostoso! Mas então...   Eu quis gritar "Aí, filha da"...  ela me deu uma agulhada muito doída!  Disse que era meu chip. E eu lá queria esta coisa?
Enfim, meus novos amigos em seguida compraram umas coisinhas e me levaram embora. Eu estava me sentindo bem com eles, me sentindo em casa. Tanto é que aproveitei o tapete do carro para fazer um cocozinho, afinal, estava precisando!
Ah, que sono...   vou dormir um pouco. Sou novinho, dizem que é por isso que durmo muito. Depois conto como foi o primeiro dia na nova casa!

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